Quem segue minha viagem pela China

16/10/2013

Enquanto isso...os asiáticos sempre tecnológicos descobriram o jeito mais rápido de fazer cocô. Basta sentar e molhar a bundinha...  vídeo ainda mostra depoimento de pessoas que melhoram após transformar suas fezes em milkshake.


08/10/2013

08 de outubro de 2013
Na segunda temporada, a versão chinesa teve 2 treinadoras (em chinês eles são chamados de laoshi)

Semana passada saiu no noticiário da CBS uma notícia que me deixou triste. O governo chinês poderá suspender a próxima temporada do the voice of china. A justificativa foi ridícula. Acredite ou não, o controle do governo disse que esse tipo de programa possui entretenimento excessivo. O the voice na china é um dos programas mais assistidos e divulgados por aqui (tem propaganda até no banheiro do metrô - sem brincadeira). Só para se ter uma ideia, enquanto que o The voice of US tem 4 milhões de visualizações, na China são 6 milhões (tá bom para você). Só esse ano a censura do governo suspendeu dois programas musicais sob o mesmo pretexto. Apesar de não ser a melhor versão do mundo, espero que continue uma terceira temporada. Só espero.   



Minhas lamentações

Desde que comecei a assistir esses programas de competição musical, houve um que me chamou muita atenção, o the voice. Ontem (07/10), ocorreu a final da versão chinesa e para mim foi pior do que a primeira temporada, não teve glamour e nem muito menos artistas estrangeiros convidados. Gostei muito da versão chinesa do the voice - apesar de ser bem diferente das outras 16 versões exibidas ao redor do mundo.

25/09/2013

EU, DO LAR

10:45
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                                                                                                          Wuhan, 08 de agosto de 2013

你好,


Apesar do pouco tempo que dedico a narrar minhas experiências na China fico feliz por saber que muitas pessoas (aos quais eu nunca vi na vida) estão acompanhando meu dia a dia do outro lado do mundo. Muitos me perguntam e como é a comida aí? Você já se acostumou com o tempero? Bom, a comida é "exótica" tem umas coisas muito gostosas que com certeza iriam fazer sucesso em terras tupiniquins, mas já outras prefiro nem opinar. Nesses casos eu sempre costumo dizer que vivo um caso de amor e ódio com a comida chinesa.

Como me sinto limpando a casa.
Como agora eu conseguir conquistar meu próprio lugar ao Sol (rs) e estou vivendo a experiência de morar só pela primeira vez decidi por a mão na massa e virar uma dona de casa. Tenho que confessar que estou me superando como uma "do lar". Nunca me imaginei (na verdade não gosto) ficar limpando casa. Sendo honesto, estou encarando essa minha nova função como um meio de aliviar a tensão da semana. Coloco um som bem alto e saio varrendo a casa. Como uma boa dona de casa, também tenho a hora de cozinhar. E é nesse momento que não sou tão bem sucedido algumas vezes. Sempre cozinhei no Brasil e coisas gostosas surgiam. Aqui nem sempre (rá).

Como me sinto quando a comida dá certo
Mas até que estou me virando bem e tentando adaptar os temperos e ingredientes asiáticos para que saiam o mais próximo do gostinho brasileiro. Na China é possível fazer diversos pratos que comemos no Brasil - é claro que não sai igualzinho mas sai "tipo" comida de mãe. A minha amiga Omara (que é minha conterrânea do  Amazonas) me ajudou a fazer pão de queijo e saiu muito bom. O difícil foi só encontrar o polvilho. Ler os caracteres do mandarim não é uma das tarefas mais fáceis. 

Uma coisa que eu não acerto fazer de jeito nenhum (nem com reza braba) é o arroz soltinho. Ele sempre sai aquela mistura de unidos venceremos que os asiáticos tanto adoram. Fico com ódio mortal e praticamente cortei o arroz da minha cozinha. Mas por outro lado consigo fazer uma macarronada com feijão salgado (aqui se come o feijão doce no pão) e um bom bife. E falando em bife, eu ralei para achar uma forma de fazer um bife próximo aquele que eu comia na casa de mamãe. Graças ao Facebook, consegui a ajuda de vários brasileiros que moram aqui e eles me explicaram como eles preparam um bom bife acebolado. Não tem muito mistério. Usei molho de soja (como me recomendaram) e acrescentei mais um tempero pronto que os chineses usam para passar na carne. Como eu gosto da carne bem macia a Chris (do blog uma família brasileira na China) me passou a dica de passar uma mistura de ovo com uma colherzinha de maisena na carne antes de frita. Bingo! deu certo! Saiu tudo gostosíssimo.  Olha aí o material que usei no bife:

Maisena na China se chama Sheng Fen e é fácil de encontrar


Molho de Soja, fácil de encontrar.


Tempero chinês para passar na carne que lembra um pouco o gosto do colorau 
cozinhando na china comida brasileira polvilho
Olha aí como é o polvilho chinês.
Eu não sei do que isso é feito, mas usamos para empanar já que farinha de rosca não é algo que se encontra com muita facilidade nos supermercados


Ir ao supermercado é uma atividade que exige paciência. Dependendo do dia e do horário você pode ficar mais de 30 minutos na fila 


Aqui as salsichas são muito pequenas. Em um pão você precisa colocar 2 para sair o tamanho de uma salsicha no Brasil. Vai entender o porquê dos chineses gostarem de tamanho pequeno.
Meus amigos chineses adoram a comida brasileira, sobretudo a salada de maionese e farofa de banana com ovo.




Por hoje é só e até a próxima!!!!


Obs.: para quem quiser tentar fazer pão de queijo aí é fácil. A receita que a Omara me enviou, testei e aprovei foi essa:


Ingredientes: 



  • 500g (2 pacotinhos desse polvilho) 
  • 1 copo/xícara 250ml de óleo menos um dedo 
  • 2 copo/ xícara de leite 
  • 1 colher de chá de sal 
  • 3 ovos 
  • 250g de queijo ou o equivalente a um copo grande (não precisa ter pena do queijo) 



Modo de preparo:


Misture o óleo, leite e sal. Deixe ferver até subir e escalde no polvilho até ele ficar todo molhadinho. Coloque para esfriar e depois acrescente os ovos um a um, alternando com o queijo e sovando bem após cada adição.


Para fazer as bolinhas untar as mãos com óleo (bem pouquinho.)

Coloque no freezer depois no ziplog e enjoy!!!

03/09/2013

03 de setembro de 2013
你好,

Claro que não adianta pedir desculpas pelo tempo em que demoro entre um texto e outro aqui no blog, mas realmente demorei muito tempo para me estabilizar em Wuhan. Como eu disse no último post, eu estava de mudança e nem casa eu tinha. E não é que agora estou com casa (organizada, limpa e com internet).

Então, a viagem foi mega tranquila de trem bala (quase 5 horas). Chegando na cidade propriamente dita não conseguir evitar a comparação de forno. Wuhan é uma cidade quente, e a terceira mais quente na China. A boa notícia é quando eu cheguei era o final da onda de calor na China e por isso acabou que não vivi intensamente o forno dessa cidade.

Apesar do pouquíssimo tempo de vida em Wuhan não consigo evitar as comparações entre aqui e Shenzhen. Primeiro porque aqui o sistema de transporte público é caótico, os ônibus são sempre lotados e a maioria possuem dois andares. Na china em várias cidades os veículos como metrô e ônibus sempre dizem para os passageiros a estação em que está aportando e o próximo destino. Em Shenzhen esses avisos são em mandarim, cantonês (língua oficial da província) e inglês.  Já em Wuhan é um exercício de VAMOS PRATICAR mandarim o tempo todo pois, ao menos o ônibus, trazem tudo só em mandarim (imagina você se sentir 100% analfa?).

E falando em metrô, um dos meus maiores prazeres eram andar de metrô. Em Wuhan só há 2 linhas (está prevista para abrir uma terceira linha em dezembro deste ano) e não cobre quase nada da cidade, ou seja, foi-se embora minha forma rápida de locomoção. Por outro lado o táxi é absurdamente barato, eu praticamente uso e abuso do táxi, porém................ Por ser barato os motoristas podem escolher se vão te levar ou não.  Se o passageiro não estiver indo para o mesmo sentido do taxista ele simplesmente briga com você e ainda te faz descer (isso acontece toda semana comigo). Outro ponto negativo, pelo fato de o táxi ser barato, é que o valor o torna acessível para todos os chineses e isso faz com que pegar  um táxi seja um exercício de paciência. Eu mesmo já perdi mais de 40 minutos debaixo do sol escaldante esperando que algum chinês não passe na minha frente para pegar um dos poucos táxis vazios (se tem algo que me estressa é quando os chineses passam na minha frente e se jogam na frente do carro para entrar antes de mim). PEGAR TÁXI EM  WUHAN NÃO É FÁCIL!!!!!

Outro choque que eu tive ao chegar em Wuhan foi ter que me acostumar com os colchões de cama tão macios quanto uma mesa de jantar. Na verdade não há diferença entre a rigidez do chão e a do colchão. Em minha primeira semana aqui tive muitas dores nas costas até comprar milhares de edredom para forrar a cama e torna-la um pouco mais “aconchegante”.

Wuhan brasileiro na china
Finalmente cozinhando comidas do Brasil.

Wuhan brasileiro na china Pizza Hut menu
Passando fome na China

Wuhan brasileiro na china Pizza Hut menu
É possível comer muito bem na China. Um prato típico da Pizza Hut

Wuhan brasileiro na china Pizza Hut menu
Passando Fome, o retorno

Vizinhança.

Wuhan brasileiro na china

Wuhan brasileiro na china

Novos amigos chineses

Wuhan brasileiro na china
A minha cama só ficou gostosa depois que coloquei 2 edredons por baixo

2 dias de limpeza para deixar a casa um "brinco".

E para quem acha que eu não me meti em nenhum confusão, engana-se. Mas isso fica para outro post onde contarei mais coisas cabulosas.


Até a próxima

08/08/2013

                                                                                                                    Shenzhen, 08 de agosto de 2013

你好,

Mudar, verbo transitivo, vem do latim mutāre e dentre vários significados pode ser entendido como  levar de um lugar para outrodeslocar; modificar; alterar; transformar; dar outra direção a; desviar  substituir (uma coisa por outra); renovar e etc. É engraçado como uma simples palavra pode ter diversos entendimentos. Recentemente tenho parado muito para refletir sobre minha vida e tudo aquilo que vem acontecendo em minha vida nos últimos 11 meses. E sem sombra de dúvida se eu pudesse resumir o produto dessas inflexões em meu caminho, usaria a palavra mudança. No inicio eu tinha planos de ficar apenas 1 ano na china, chegando aqui era para ter sido apenas 30 dias e hoje me vejo com minhas coisas todas dentro de caixas rumo a outra cidade para mais uma outra temporada de China. É meus caros, ninguém controla seu destino, aliás, ele é imprevisível.

mapa map de Wuhan
Wuhan foi o local onde a Mulan nasceu. Foto: google
Então, agora estou de partida para uma cidade chamada Wuhan (mais próximo ao centro da China, na verdade não é tão próxima assim). Deixo Shenzhen com o coração apertado com as mesmas incertezas que senti ao chegar. Os meus planos eram ficar em Shenzhen por pelo  menos mais 1 ano e, bum, de repente surgiu uma proposta de uma empresa em Pequim, fiquei animado e para minha grata surpresa a vaga não era para lá e sim para Wuhan. Após muito pesquisar e ouvir a opinião de amigos e de pessoas que moram lá, decidir encarar esse desafio.

Mudar nunca é fácil. É sempre sinônimo de novos desafios, de  muito trabalho (para empacotar tudo). Em se tratando de China achei que teria muita dor de cabeça, mas não é que estava errado. A Camila Poleci (que também tem um blog sobre as aventuras em Shenzhen) me deu uma baita força para achar uma empresa que me ajudasse na mudança e graças a ela paguei modestos R$ 93 para o envio de 14 caixas grandes para a minha nova casa (nossa é incrível quanto tralha a gente ajunta em pouco tempo). Ela me indicou um conhecido dela, o Daniel um chines que eu não tenho palavras para agradecer o suporte, que mesmo não me conhecendo me ajudou em tudo, em tudo mesmo. Com as minhas coisas empacotadas e a caminho de Wuhan surgiu um problema: fiquei sem casa. Devido a questões contratuais minha residencia mudou e lá vai corre para lá e corre para cá para arranjar outro lugar (até agora estou sem terra, mas tenho a certeza que tudo vai ficar bem). Graças ao Marcelo, um brasileiro que mora em Wuhan, já consegui pesquisar outros locais e o que mais me chamou atenção foi a alta tecnologia nas coisas. Gente, tô me sentindo um matuto do interior. Mas por que? Por causa disso:




No site onde podemos caçar apartamentos é possível ter uma ideia da vizinha através da visualização em foto paranômica do local (Muito chique, desculpa se tem isso no Brasil, mas não tô acostumado com tanta tecnologia).

  

O retângulo rosa é o GPS do caminhão que levou as minhas coisas. Eu pude visualizar em tempo real todo o percurso realizado pelo veículo, isso pagando para que a empresa venha até a minha casa e carregue tudo por apenas R$ 93 (um negócio da China, né?!). 

Torçam por mim e espero que no meu próximo post eu já tenho encontrado uma casa para morar em wuhan. Por enquanto ficarei hospedo na casa de um amigo de uma das moças do RH da nova empresa onde irei trabalhar.

Até a próxima!!!